GAGUEIRA É COISA SÉRIA!
Mesmo com a tecnologia dos dias atuais, ainda não é possível definir a causa exata da gagueira. O que se sabe é que, por exemplo, a neuroimagem de um gago tem diferentes áreas do cérebro mais ou menos ativadas, do que a pessoa de fala fluente. Ou seja, são perceptíveis diferentes componentes neurológicos na gagueira e na fluência da fala. Em suma, não existe um consenso sobre a origem da gagueira.
Com o destaque do assunto na mídia e em filmes (o último vencedor do Oscar, “O Discurso do Rei”, mostra as dificuldades de um rei gago que recorre a tratamentos para falar melhor em público), a clínica VITALE SAÚDE PAS discute a gagueira e suas implicâncias. Confira as dicas e definições das fonoaudiólogas da VITALE, Ana Paula Santos de Lima e Adriane Pereira Lima, sobre a gagueira, um assunto que é coisa séria!
Como a gagueira se caracteriza e quais são os principais sintomas?
A gagueira se caracteriza por interrupções atípicas no fluxo da fala, ocorrendo de modo involuntário. Na maioria dos casos, podem ocorrer repetições, prolongamentos (audíveis e silenciosos) e bloqueios. A pessoa pode ter os três ou um só sintoma, não necessariamente todos. Mas não fica só nisso: a gagueira também traz distúrbios secundários, como o aumento de tensão física, emoções negativas associadas à fala, tiques, contorções faciais, entre outros.
Quando surge a gagueira e qual a incidência?
A gagueira geralmente surge na infância, a partir dos três anos. Antes dessa idade, ela não pode ser definida, já que, nessa fase, o pensamento é muito rápido e o motor não. Então, não chega a ser uma gagueira de fato. A maior incidência é em homens. Normalmente, a média é de uma mulher para cada 4 homens. A gagueira costuma aparecer na infância, mas pode acontecer na adolescência e na idade adulta. É uma situação mais rara, mas existe. Quando isso acontece, é necessária uma investigação mais aprofundada sobre o surgimento da gagueira, já que outras causas psicológicas, emocionais e neurológicas podem estar envolvidas.
Como é o tratamento?
O tratamento não tem tempo definido. Isso é de indivíduo para indivíduo e o quanto a pessoa se compromete com o tratamento. Em média, dura cerca de dois anos com atendimento semanal, mas varia, podendo ser mais ou menos. O tratamento quase sempre é concomitante com o atendimento psicológico, porque o psicólogo vai dar todo suporte em questão de estresse e outros aspectos que podem interferir no que já foi alcançado no trabalho da fono. São realizados exercícios de respiração, relaxamento, articulação e velocidade de fala. Também incluímos exercícios de auto-monitoramento. O objetivo é sempre ter auto-controle.
Quais as principais dicas para conversar com uma pessoa que sofre de gagueira?
O mais importante é evitar completar e finalizar palavras e sentenças da pessoa que gagueja. Também é importante deixar que a pessoa perceba que você está interessado não em como ela vai dizer e sim no que ela vai dizer. Ou seja, mostrar que você valoriza o conteúdo e não a forma. Na hora da conversa, a outra dica é tentar transmitir naturalidade e calma, adotando um tom mais lento, pausado e tranqüilo para fazer a pessoa com gagueira se sentir à vontade. E, claro, evitar forçar a pessoa a falar em situações de pressão ou com pessoas que ela tema.
Quer saber mais sobre o assunto e receber outras orientações? Então agende uma consulta com as fonoaudiólogas da clínica VITALE pelo telefone (51) 3217 2480.Veja outras notícias:
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