Notícia

A paternidade de primeira viagem*

Dicas de saúde

   14 de agosto de 2016

Aqueles mais participativos, interessados, motivados e até mesmo curiosos, vão se lançar a esta nova experiência mais precocemente, podendo sentir e amar seu filho até mesmo antes deste ser concebido

Não se nasce mãe, não se nasce pai, tais funções são aprendidas no exercício constante do CUIDAR.  Com a chegada da paternidade muitos homens têm dificuldades em saber como agir com os bebês, pois as mudanças não se evidenciam no seu corpo, não há alteração física. Podemos compreender a paternidade como uma função/ papel familiar em constante construção, remodelação, adaptação. Por isso, é muito natural que o homem não se sinta “pai” logo no início.

Também não podemos nos esquecer que o exercício do cuidar, na nossa sociedade, esteve por muito tempo vinculado ao papel feminino, contudo isso já vem mudando e, atualmente, muitos homens sentem-se imensamente gratificados por poder participar nas atividades de cuidado diário de seus filhos.

É através do exercício do cuidado e da construção do vínculo que se estabelece o status de pai ou mãe. Para as mulheres, esse exercício de cuidado pode acontecer um pouco antes, desde os primeiro sinais de que há uma nova vida em seu ventre, desde as primeiras sensações físicas, os primeiros exames, através do qual o novo ser vai se tornando cada vez mais real e próximo.

Mas e para o homem, quando e como ele sente que está se tornando pai? Cada homem vai sentir ao seu modo e ao seu tempo. Aqueles mais participativos, interessados, motivados e até mesmo curiosos, vão se lançar a esta nova experiência mais precocemente, podendo sentir e amar seu filho até mesmo antes deste ser concebido. São homens que procurarão ler e conversar falar sobre paternidade, participarão das consultas pré-natais, estarão presentes na sala de parto, desejarão segurar o bebê após cada mamada, participarão da hora de banho, troca de fraldas ou das consultas junto ao pediatra.

O exercício do cuidar, na nossa sociedade, esteve por muito tempo vinculado ao papel feminino, contudo isso já vem mudando

Outros homens, supostamente por não saber como devam se comportar perante esse novo papel, com medo de críticas ou de
vir a falhar, poderão exercitar a paternidade de um jeito um pouco mais tímido ou inseguro. Tudo vai depender da representação simbólica que o filho tem e terá para cada homem, ou seja, em que circunstância foi gerado/planejado, quais suas expectativas, medos, anseios. Por isso, reitero: cada novo pai tem seu tempo e seu modo de vincular-se ao filho.

A participação ativa do homem durante a gestação é um fator facilitador na transição à paternidade, já que pode estreitar e fortalecer o vínculo do casal diante do novo desafio de se tornar pai e mãe. Após o nascimento do filho, é muito comum que as atenções fiquem voltadas ao bebê e à mãe. Trata-se de um novo momento familiar, a vida do casal muda de modo significativo e as novas adaptações nos papéis de mãe e pai se fazem urgentes. Mas em torno dos cinco meses de idade, o bebê já se mostra mais participativo, sorridente, passa a interagir mais com o mundo ao seu redor e é nessa fase que o pai pode passar a ter um papel de maior visibilidade, deixando de ser mero coadjuvante para auxiliar ativamente no desenvolvimento do bebê, incentivando a gradual independência deste em relação à sua mãe.

Tudo o que é novo pode causar angústia, ser de difícil assimilação, e com a paternidade não é diferente. Por isso, é importante estar atento à saúde emocional do novo pai, pois este já não dominará mais a sua rotina, precisará incorporar outros hábitos, eleger prioridades, deixar interesses de lado. Todo esse intenso envolvimento poderá influenciar na sua saúde psicológica. Assim sendo, ao sinal de qualquer dúvida ou sofrimento é muito importante o pai de primeira viagem pedir ajuda e orientação psicológica para prosseguir nesta linda viagem a todo vapor, desfrutando desta singular e tão emocionante experiência.

 

*Marcia Avila – Psicóloga CRP 07/10988
Espaço Vitale

Saúde PAS

19 anos promovendo soluções em saúde!

PORTO ALEGRE:
Rua Jerônimo Coelho, 212 - 2º andar - Centro
51 3092 4800

Novo Hamburgo:
Av. Lima e Silva, 144 - Centro
51 3065 3298

Caxias do Sul:
Rua Moreira César, 2654 - São Pelegrino
54 3419 2499

OUVIDORIA
ouvidoria@saudepas.com.br
51 3092 4808

Copyright 2016 - Saúde PAS - Todos os direitos reservados. Desenvolvido por BigHouseWeb