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Afrodisíacos: existem e, se existem, podem ajudar?

Dicas de saúde

   12 de junho de 2018

O ser humano sonha desde a antiguidade em aumentar sua potência e curar disfunções sexuais através de alguns nutrientes. Os afrodisíacos seriam alimentos com propriedades estimulantes e que poderiam afetar os neurotransmissores, aumentando assim a produção de hormônios sexuais e influenciando a predisposição ao contato sexual.

Alguns estudiosos dividem os afrodisíacos em tipo químicos (ações no organismo), originados de lendas (feitiços das bruxas…) e fálicos (formato de órgãos sexuais). A maioria dos ditos afrodisíacos podem agir proporcionando bem-estar geral e, claro, influenciando positivamente a resposta sexual. Lembre-se que assim como um indivíduo pode se sentir bem com determinado alimento, outro pode ter alergia e passar mal, o que afetaria negativamente sua resposta ao sexo.

Não existe consenso científico sobre sua existência, existem justificativas. Podemos falar é de efeitos no organismo, como estímulo na corrente sanguínea e sensação do aspecto, aroma, textura do alimento, possibilitando que os neurotransmissores estimulem consequentemente a libido. Se você está se sentindo com bem-estar, há mais propensão de você aceitar ou levantar propostas sexuais. Quando há estresse e doença, isso tende a diminuir.

Algumas substâncias são comprovadas pela ciência com maior eficácia na estimulação sexual. A ioimbina vegetal, por exemplo, que causa vasodilatação da região lombossacral, que termina por atingir os órgãos genitais. Curry, pimenta e especiarias têm efeito fisiológico de aumentar batidas do coração, suor e calor, similares aos sinais de excitação. O corpo pode dar ideias à mente. Assim como pode ser excitante, pode ser um desastre para um indivíduo com Transtorno do Pânico…

As simbologias que damos a dado alimento podem influenciar situações sexuais. “Ele comeu feijão e não gosto do cheiro” pode afastar a parceira de uma iniciativa sexual (isso tem influência cultural, inclusive). Ou “sei que quando vamos comer sushi , a noite se alonga…”.

A comida não está sozinha: o modo de preparação do alimento, o contexto do ambiente e da relação do casal… use e abuse dos pensamentos eróticos com atenção voltada completamente ao momento… e deixe-se levar, caso aceite a interação.

O alimento não é só para matar a fome! Historicamente construímos essa associação com o poder que acreditamos que os alimentos podem conter. Estudos seguem sendo realizados. A alimentação deficiente de fato pode ser um dos problemas para baixa qualidade do sexo contemporâneo, segundo o nutricionista Bernard Jensen.

Porém não esqueça! A fantasia humana é o maior dos afrodisíacos. Imaginação, pensamentos eróticos, criatividade, atenção plena ao momento (mindfulness) são também essenciais. Aspecto, aroma, sensação no paladar e dos outros sentidos, olho no olho…podem ser consideravelmente estimulantes.

Comida e sexo são buscados como forma de prazer físico. Se eu associo que um alimento tem tal poder, talvez ele tenha propriedades estimulantes, mas talvez eu consiga deixar isso tão forte na mente que possa potencializar. Se eu achar que sempre sou melhor na cama quando bebo vinho, o álcool de fato é vasodilatador e pode ajudar num primeiro momento, inclusive com a desinibição, mas quando não há excesso. Porém se sempre eu for necessitar de álcool para iniciativa, posso correr um risco de me tornar um alcoolista… Preço alto…

Finalmente, os alimentos citados como afrodisíacos podem ser um tratamento alternativo complementar, mas nunca busque se alimentar apenas disso. Caso haja uma disfunção, busque um sexólogo, médico ou psicólogo.

* Rita Nunes é psicóloga, terapeuta e integra o time de profissionais do Espaço Vitale Saúde PAS

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